O propósito do Instituto Gravatá é pensar no futuro e mobilizar as pessoas para fazê-lo no presente, assim como, no passado, fez nosso patrono, a frente de seu tempo, o que hoje preservamos.

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O INSTITUTO GRAVATÁ

 

O Instituto Gravatá surgiu de um desafio pontual, já realizado com a inauguração do Teatro Municipal Usina Gravatá, em 29 de junho de 2007. No entanto, desafios mais complexos, ainda, estão colocados para o desenvolvimento da Região Centro-Oeste de Minas Gerais como um todo e, em especial, para seu pólo mesorregional, Divinópolis. Nesta perspectiva, o Instituto Gravatá mobilizou parceiros para criar a Rede Centro-Oeste Mineiro com o propósito de elaborar o portfólio de projetos: "Pacto Centro-Oeste Mineiro 2030", que em seu conjunto abrirá novas perspectivas para o presente e futuro do Centro-Oeste Mineiro.

 

O TEATRO MUNICIPAL USINA GRAVATÁ

 

 

A inauguração do Teatro Municipal Usina Gravatá, em 29 de junho de 2007, materializou três décadas de sonhos e lutas da comunidade de Divinópolis-MG pela preservação da Usina Gravatá (primeira usina de álcool-motor de mandioca da América do Sul), bem como sua transformação a espaço cultural. A conclusão das obras do Teatro Municipal ensejou um novo desafio para a administração pública municipal: construir um novo modelo e instrumentos de gestão para que o Teatro Municipal não sucumbisse aos entraves burocráticos recorrentes na administração pública, como a morosidade, carência de recursos e políticas, desinformação, desarticulação intersetorial, entre diversas outras que geralmente culminam na ineficiência e ineficácia na gestão das políticas públicas, em especial.

 

Tal desafio levou à criação do Instituto Gravatá, em 1.º de junho de 2007, organização da sociedade civil de utilidade pública e sem fins lucrativos, que tem por finalidade, dentre outras, o desenvolvimento da cultura, a proteção e defesa do patrimônio cultural e do meio ambiente, e a realização de estudos e pesquisas, por meio da execução direta de projetos, programas ou planos de ação, bem como da prestação de serviços intermediários de apoio a outras organizações sem fins lucrativos e a órgãos do setor público que atuam em áreas afins.

 

A USINA GRAVATÁ

 

Na tentativa de restaurar as abaladas finanças do estado de Minas Gerais, o governador Olegário Maciel construiu em Divinópolis, no ano de 1931, a primeira Usina de Álcool-Motor de Mandioca da América Latina, no Estado de Minas Gerais, e nomeou diretor, o engenheiro baiano Antônio Gonçalves Gravatá.

Inaugurada em 1932, a Usina produziu, até 1942, cinco milhões de litros do biocombustível. No período da Segunda Guerra Mundial, com a interrupção do fornecimento de gasolina para o Brasil, houve um aumento considerável na produção de álcool em Divinópolis, mas o fim do conflito, em 1945, determinou a paralisação da Usina.

 No início da década de 50, foi incorporada à Companhia Agrícola de Minas Gerais (Camig) e rebatizada com o nome de “Usina Gravatá”, em homenagem ao seu construtor, mas agora dedicada ao fabrico de polvilho e ração.  No início dos anos 80, foi fechada e abandonada à depredação, até ser declarada de utilidade pública pela Prefeitura em 1987, e adquirida tempos depois. Em 1988, a Usina Gravatá teve reconhecida sua importância como patrimônio cultural ao ser tombada pela municipalidade.

 

Em 1991, o galpão anexo foi adaptado para sediar a Escola Municipal de Música Maestro Ivan Silva, que ali funciona até hoje.

 

Em 1998, iniciou-se o projeto arquitetônico para as obras de restauração do prédio principal da edificação, para abrigar o Teatro Municipal Usina Gravatá. Inaugurado em 29 de junho de 2007, o Teatro, com capacidade para 300 pessoas e área construída de 683m², já recebeu cerca de 40 mil pessoas em seu primeiro ano de intensa atividade. (Fontes: Texto - Inventário de Proteção do Acervo Cultural, Secretaria Municipal de Cultura de Divinópolis, 2008)

  

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